A serviçal - Leitura de Vidas Passadas.

 

Tema da leitura:

Relacionamentos amorosos conturbados e abusivos. Só atraí pessoas problemáticas.

O tema é a questão que a cliente deseja compreender.

Os eventos.

Menina moça, branca, andrajos, cabelos grandes negros. Está sentada no chão que lava com uma escova. O chão é de pedras brancas, desgastado e sem brilho. Ela deve limpar apenas um quadrado formado pelas pedras. Após esse quadrado é só feno estamos numa estrebaria. Limpo aquele pedaço de chão ela se levanta e se dirige aos cavalos. Acha-os bonitos, mas não lhes tem grande interesse. O que lhe chama atenção é a casa, um palacete, com parede de pedras, lindo jardim e muito luxo. Os amos vivem no luxo e ela no lixo. Detesta sua condição de pobreza extrema, de miséria e de sujeira. Olha para as mãos calosas, as unhas sujas. Contudo, é bonita, muito bonita. Tem os traços finos, a boca rósea, os olhos negros como a noite, um corpo nem magro, nem gordo, pernas grossas e delineadas. Bem vestida seria confundida com uma dama. Mas, era só uma serva inculta. 

***

Da estrebaria a cozinha; louça e panelas para lavar, chão para varrer, legumes para cortar e o serviço se estendia por todo o dia. Sempre havia algo para corroer seu tempo; trabalho, trabalho e trabalho.

Quando podia fugir das intermináveis tarefas se escondia no pomar, onde existiam macieiras com suas flores brancas e seus perfumes inebriantes. Sentava-se onde tivesse sombra e ficava a mordiscar uma maçã que estivesse no ponto, ali sonhava que um dia sua vida ia mudar. 

As noites eram frias. Dividia seu quarto com outras pessoas, já não morava com sua família há muitos anos, muito nova fora levada para a casa dos senhores como doméstica, no início pensou que seria melhor que ficar no arado e na agricultura, depois percebeu que também não cresceria ali, não teria uma vida melhor, permaneceria como um ninguém. 

***

Tinham lhe dado uma nova roupa, para que trabalhasse nos serviços da casa, ficara encarregada da arrumação. A antiga copeira já não suportava, devido à idade, o trabalho duro. Passou a fazer parte da família como uma sombra, alguém que não estava lá. Percebeu que por trás da riqueza existiam conflitos e desamor, interesses egoísticos e maldade.

***

Em um dia que a senhora não se encontrava ela se arriscou a vestir um dos seus vestidos. Confirmara seu pensamento de que bem vestida seria igual a uma lady. Rodopiava frente ao espelho, alegrava-se como uma criança que recebe um brinquedo novo, fantasiava ser a dona do palacete, dando ordens aos serviçais, sorrindo para convidados… abateu-se a alma, pois, era só isso, fantasia. Postou-se entristecida à janela do quarto olhando a paisagem. Absorta voltou a realidade quando se sentiu abraçada por trás. Era o lorde que a segurava com volúpia, dizendo que há muito a observava, que ela era muito bonita, tinha pele alva como o raiar do dia e muitos outros elogios que entravam pelos seus ouvidos pela primeira vez. Ele beijava a sua nuca e seu pescoço, as mãos que acariciavam sua cintura passou a deslizar por todo o corpo. Tornaram-se amantes. 

***

Ele não era velho ou feio, um homem agradável, cheiroso, limpo, com todos os dentes ainda. Seria um bom negócio tê-lo como amante, poderia ganhar algum dinheiro, quem sabe até uma moradia? Decidiu investir. Realmente teve alguns ganhos entre eles um marido, o amo achou melhor casá-la para não dá em vista seu envolvimento. O marido sabia do acordo e pouco se importava ganhara algumas moedas e uma pequena casa onde poderia, com a mulher, ficar os restos dos seus dias. Fora um bom ajuste.

***

A ganância cresce, sempre cresce. Ela passou a ver que verdadeiramente não mudara muito sua situação. Agora além de empregada era uma amante e que nunca iria sair disso. Fora calada com o seu “casamento” camponês e com a pequena moradia. Continuava a ser tratada como um fantasma por todos e mesmo o seu amante nem a olhava quando perto da esposa. Queria mais que aquilo.

Passou a envenenar a mulher gradualmente, a viu definhar a cada dia, os médicos trazidos não conseguiam determinar a causa da doença que consumia a senhora. Foram chamados os padres, pois poderia ser alguma possessão demoníaca. Nada adiantou ela se foi.

***

Acreditava que agora poderia assumir o lugar de esposa daria um “jeito” no marido se tornaria a dona do palacete. Viu seus planos destruídos quando o lorde trouxe para a propriedade uma jovem dama com a qual mais tarde casou. O ódio e o desespero tomaram conta da sua alma. Tudo o que fizera não adiantara em nada. Isso não era justo.

Em uma noite dirigiu-se ao estábulo, danificou a sela de cavalo do lorde. Pela manhã ouviram-se os gritos de que ele sofrera um acidente na cavalgada matinal. Resultando em paralisia. Por ironia do destino ela se tornou sua cuidadora e também o alvo do seu mau-humor.

***

Paralelamente, o marido camponês percebendo que ela já não era a protegida, passou a lhe tratar brutalmente, chegando a lhe bater e se servindo dela sexualmente. Sua vida virara um inferno.

Cuidou do nobre até a sua morte e suportou o marido até que ele desencarnou. 

***

Sobrou a pequena casa, o cansaço, a solidão e a pobreza de que tanto tentara se livra. Nos últimos anos de vida reavaliou seu comportamento. Sonhara com o que não era seu e tentara se apossar do que não estava no seu destino e de forma vil. Compreendeu que tomar um “caminho fácil” foi muito espinhoso e que existia alguma lei além da humana. Baixou sua cabeça para a Justiça Divina. Usara os homens para seus fins e merecia ser castigada por isso.

Link com a atualidade.

Os votos e acordos feitos em vidas anteriores podem se transformar em empecilhos para a realização da pessoa na vida atual. A personagem ao final de vida determinou que usara os homens para alcançar seus desejos e merecia ser castigada por isso. Esses pensamentos da personagem podem estar influenciando as suas relações nessa vida.

Mensagem.

“ Como nos enganamos ao pensar que sabemos o que pode nos fazer felizes e os caminhos que devemos percorrer para tanto! Os enganos são condicentes com o atual desenvolvimento espiritual do ser humano. Se não há orgulho em errar não deve haver culpa em não se acertar, essa é nossa condição, na estrada evolutiva do Ser. Cabe-nos, porém, esta, atentos a tudo que já aprendemos. A voz da consciência nos mostra o que é certo e o que errado, os ensinamentos dos mestres espirituais, acessíveis a quase todos nós, também. O que passou, passou! Seja em uma vida pretérita, seja nessa vida. Não edifiquemos nossas ações e nossos desejos em coisas que não têm mais sentido para a conquista da nossa plenitude. Indaguemos sempre sobre o que realmente nos concede a plenitude e a felicidade”.

 

Avaliação da leitura pela cliente.

Terminei de ler agora só consigo chorar. É uma vida de decepções amorosas e relações instáveis. Me identifiquei sim! Eu já fiz uma hipnose e visualizado esta mulher, uma camponesa. Percebi que assim como ela também me submeti a relações que me faziam infeliz. Acredito que ainda vivo esse carma e não consigo sair...

***

“A consciência nos dá o poder da mudança”.

 

A leitura de vidas passada é realizada à distância. Pelo trabalho pedimos uma pequena contribuição que será revertida na compra de cestas básicas para doação a famílias carentes.

Facilitadora: Mallika Fittipaldi.

Entre em contato. 81. 996212409.

 

 

 

 




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